quarta-feira, 9 de junho de 2010

Somos...

Somos tudo, ou melhor, não somos nada, apenas pensamos que somos tudo.
Pavoneamos as nossas descobertas e as nossas conquistas, sacrificando aquilo que de melhor temos.
A mãe trouxe-nos a este mundo, mas em vez de o salvarmos apenas o exploramos e destruímos. Somos todos hipócritas, cheios de boas vontades, mas algo acaba sempre por falhar, somos humanos, temos defeitos e falhas, nada é perfeito, nem Deus(es) nem natureza.
A diferença é que a natureza providencia, nada se estraga, tudo se aproveita, apesar das falhas e defeitos, por muito que não percebamos o porquê de certas coisas, a natureza arranja sempre uma maneira independentemente do que nós possamos ou queiramos fazer.
Ainda é ela que manda no planeta, não nós, nós nunca iremos conseguir domar a mãe, pois ela retribui sempre aquilo que nós lhe damos. Somos o cancro do planeta.
Imaginem um Mundo sem humanos, como já aconteceu e provavelmente voltará a acontecer, um Mundo animal, uns comem os outros são comidos, eventualmente, todos voltam à terra, tudo faz parte do ciclo da vida. A natureza embora cruel por vezes é assim, adaptação, não do mais forte, mas do mais bem equipado para as adversidades.
Nós, nós tinhamos tudo o que poderíamos precisar e escolhemos a destruição.
Somos a única espécie do reino animal que tem prazer na destruição e no mal dos outros.
Ainda há alguma bondade na espécie humana, como em tudo, não podemos julgar todos pelas más práticas de alguns, mas que a mãe estaria bem melhor sem nós, estaria.